quarta-feira, 17 de julho de 2024

Grilos X Borboletas




 

Não alimente grilos na cabeça, 

prefira borboletas no estômago.


Sheila Mendonça


quinta-feira, 11 de julho de 2024

Iza, Sheila, Maria...


Não. 

Nem todo homem é igual.

Não faço parte da estatística de mulheres que resumem todos os homens no mesmo pacote. Não. Eu acredito no amor e sou cercada de homens bons. No entanto, faço parte da estatística de mulheres grávidas que foram traídas ou abandonadas. E vou te dizer que passar por isso na gestação não é fácil.

A gravidez é um momento lindo e sublime da mulher, mas também é um liquidificador de emoções, sentimentos e hormônios. E, além de tudo que vem junto à gravidez, alguns homens nos obrigam ao sentimento conflitante com o momento nos levando a conviver com algo além do enorme amor que estamos envolvidas, e assim também passamos a nos deparar com a desilusão, a decepção, a raiva, a mágoa, a traição, o abandono, o desassossego, a dor.

Aprendi com o tempo que tudo isso se resume em apenas uma palavra: livramento. O que não quer dizer que não doa. O que não quer dizer que não seja desafiador passar pelo rompimento de uma relação, seja no nível que for, justamente durante a gravidez.

Eu experimentei isso da pior forma possível, pois me vi sozinha entre ter a notícia da gravidez, a tentativa de ser levada à força para um "açougue" para um aborto, a iminência de uma agressão física, ser abandonada, receber o diagnóstico de anencefalia do meu bebê e perdê-lo. Foi a pior dor que já vivi na vida. Foi de longe o momento mais difícil da minha vida porque não era apenas sobre mim.

Eu não poderia pensar mais somente em mim, mas sim no que seria bom, ou menos pior, também para o meu bebê. E nesse momento nós mães criamos uma força que não sei de onde vem, acredito que seja do(a) nosso(a) filho(a). E pensando nele(a) nós vamos renascendo e tomando atitudes importantes e renascemos.

Choramos muito nesse processo, é verdade, mas também criamos asas e desligamos esse botão para ligar outro e voar. E uma das coisas que hoje em dia facilita bastante a ter acesso à empatia é a rede de apoio que a internet nos dá. Ah sim, tem muita gente que fala merda, mas o silêncio e o bloqueio são as melhores respostas para os haters, que não são a maioria. O saldo é a empatia. Há 22 anos não existia internet muito menos redes sociais, então a gente atravessava esses momentos de forma mais solitária ou com o apoio reduzido. A família me deu apoio e amigos mais íntimos, mas foi difícil pra caramba.

Não sou a única. Não fui a primeira e muito menos a última. Iza, Sheila, Maria... somos tantas, infelizmente. Vi muitas mulheres comentando o assunto e desabafando sobre seus momentos parecidos ao que a cantora Iza está vivendo depois que descobriu a traição de seu marido e pai de sua filha. A cantora está grávida de seis meses e ontem gravou um vídeo sobre o assunto. 

Sou apenas mais uma, mas mesmo que Iza não veja o meu post eu deixo o meu carinho a ela e a tantas mulheres que acabam tendo a sua vida virada do avesso justamente no momento que a gente precisa apenas de amor. E no amor não cabe nada que nos faça mal, que seja desrespeitoso, violento, agressivo e machuque. Vai passar, mas até passar se permita cair para quando levantar tomar impulso e poder voar como você merece. Como todas nós merecemos. 💓


sexta-feira, 5 de julho de 2024

A Coragem



É uma bela borboleta que passou

por várias metamorfoses e

agora voa para lugares que você

nunca imaginou chegar. 


Sheila Mendonça



Lindo final de semana, amigos. 💞